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3 minutosSetembro Amarelo sempre foi um período importante para ampliar as conversas sobre saúde mental e prevenção. Agora, a campanha ganha um novo contexto dentro das empresas.
Com a nova NR-1 em vigor, os riscos psicossociais relacionados ao trabalho passaram a integrar de forma mais clara o gerenciamento de riscos ocupacionais.
Na prática, isso reforça uma mudança importante: falar sobre saúde mental no trabalho não deve se limitar a campanhas pontuais. A empresa também precisa olhar para as condições e para a organização do trabalho que podem contribuir para esses riscos.
Durante o mês de setembro, muitas empresas promovem palestras, ações de conscientização e iniciativas voltadas ao cuidado emocional.
Essas ações continuam importantes. No entanto, elas não substituem uma gestão contínua dos riscos psicossociais.
Por isso, o Setembro Amarelo pode servir como ponto de partida para ampliar a conversa sobre saúde mental e incentivar mudanças que continuem durante todo o ano.
O RH ganha um papel ainda mais importante nessa discussão.
Isso acontece porque diversos fatores relacionados aos riscos psicossociais estão ligados à experiência dos colaboradores, à organização das atividades, à comunicação e às relações dentro das equipes.
Nesse cenário, o RH pode contribuir para identificar situações de atenção, ouvir os colaboradores e trabalhar em conjunto com SST na construção de medidas preventivas.
Além disso, acompanhar informações como absenteísmo, turnover, afastamentos e resultados de pesquisas internas pode ajudar a identificar situações que merecem uma análise mais cuidadosa.
Para o SST, a mudança reforça a importância de considerar os fatores psicossociais dentro do gerenciamento de riscos ocupacionais.
Por isso, a identificação desses fatores precisa fazer parte de uma análise mais ampla sobre as condições e a organização do trabalho.
Além disso, o trabalho não termina quando um risco aparece.
A empresa precisa avaliar a situação, definir medidas preventivas e acompanhar continuamente os resultados dessas ações.
Nenhuma estratégia de saúde mental funciona quando fica restrita ao RH ou ao SST.
Os gestores acompanham de perto a rotina das equipes. Por isso, podem perceber mudanças no comportamento, sobrecarga, conflitos e dificuldades que nem sempre aparecem imediatamente nos indicadores.
Além disso, a forma como uma liderança distribui demandas, conduz conversas, oferece suporte e lida com conflitos influencia o ambiente de trabalho.
Por esse motivo, preparar gestores também faz parte de uma estratégia de prevenção.
Questionários, pesquisas e indicadores podem ajudar a empresa a compreender seu cenário.
Entretanto, coletar informações não é suficiente.
Depois da análise, os resultados precisam orientar prioridades e ações. Dessa forma, a empresa consegue transformar a percepção dos colaboradores em oportunidades concretas de melhoria.
Além disso, acompanhar essas ações permite entender se as medidas adotadas realmente estão contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável.
O Setembro Amarelo pode abrir espaço para conversas mais profundas sobre saúde mental. Ao mesmo tempo, a nova NR-1 reforça a necessidade de incorporar os riscos psicossociais à gestão de Saúde e Segurança do Trabalho.
Portanto, RH, SST e liderança precisam trabalhar de forma integrada.
Enquanto o RH contribui com a escuta e a gestão das pessoas, o SST atua na identificação e no gerenciamento dos riscos. Já as lideranças ajudam a transformar as medidas preventivas em práticas presentes na rotina.
O primeiro Setembro Amarelo com a nova NR-1 em vigor representa uma oportunidade para as empresas ampliarem a forma como enxergam a saúde mental no trabalho.
Mais do que promover uma campanha durante o mês de setembro, é necessário compreender os fatores presentes na organização do trabalho, identificar riscos, implementar medidas preventivas e acompanhar seus resultados.
Afinal, cuidar da saúde mental no ambiente corporativo não deve ser uma ação de calendário. Deve fazer parte da gestão durante todo o ano.
Conte com a Vixting.

Por Giovanna Gomes
Por Giovanna Gomes
Por Giovanna Gomes