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3 minutosQuando uma nova pessoa entra na empresa, a atenção costuma ficar concentrada em seu desempenho, adaptação e entrega.
No entanto, existe outro lado dessa história que merece ser observado pelo RH: aquilo que os primeiros meses revelam sobre a própria organização.
Afinal, quem acabou de chegar ainda não se acostumou com os processos, os hábitos e as dificuldades que fazem parte da rotina.
Por isso, os primeiros 90 dias podem oferecer uma visão diferente sobre a empresa.
Depois de algum tempo na mesma organização, algumas dificuldades deixam de chamar atenção.
Um processo confuso, uma informação difícil de encontrar ou uma comunicação pouco clara podem parecer normais para quem já conhece a rotina.
Para um novo colaborador, entretanto, essas situações costumam aparecer com muito mais facilidade.
Essa percepção pode ajudar a empresa a identificar problemas que passaram despercebidos ao longo do tempo.
Perguntas frequentes não significam necessariamente falta de conhecimento do profissional.
Em alguns casos, elas mostram que a empresa não apresenta determinadas informações de maneira clara ou acessível.
Se diferentes pessoas apresentam as mesmas dúvidas durante a entrada na organização, o RH pode encontrar uma oportunidade para revisar seus processos.
Assim, uma simples pergunta pode indicar a necessidade de melhorar documentos, treinamentos ou fluxos internos.
O que a empresa apresenta durante o processo seletivo influencia a expectativa de quem aceita a vaga.
Por isso, os primeiros meses também permitem comparar aquilo que foi apresentado ao candidato com aquilo que ele realmente encontra na rotina.
Quando existe uma grande diferença entre essas duas experiências, a organização precisa entender onde ocorreu o desencontro.
Essa análise pode contribuir para processos seletivos mais transparentes e para uma comunicação mais alinhada com a realidade.
O novo colaborador também observa rapidamente como os gestores conduzem a equipe.
A forma de dar orientações, oferecer feedback, distribuir demandas e lidar com dificuldades influencia diretamente a experiência de quem acabou de chegar.
Por isso, esse período pode ajudar o RH a perceber quais comportamentos de liderança favorecem a integração e quais criam obstáculos.
Pequenos sinais da rotina podem revelar muito sobre a relação entre gestores e equipes.
Quando alguém demora para alcançar o desempenho esperado, a empresa pode olhar primeiro para a capacidade do profissional.
Entretanto, outros fatores também podem influenciar esse resultado.
Falta de orientação, processos pouco definidos, excesso de informações ou dificuldade de acesso às ferramentas podem comprometer a produtividade.
Por isso, avaliar o contexto antes de responsabilizar o colaborador pode levar a decisões mais justas e eficientes.
Uma nova contratação coloca diversos processos da empresa em prática ao mesmo tempo.
Cadastro, integração, acesso a sistemas, apresentação da equipe, treinamentos e acompanhamento precisam funcionar de maneira coordenada.
Quando alguma dessas etapas apresenta dificuldades, o problema pode indicar uma oportunidade de melhoria na estrutura da organização.
Além disso, uma experiência inicial desorganizada pode influenciar a percepção do profissional sobre a empresa e sua vontade de permanecer nela.
Por outro lado, quando existe clareza, acompanhamento e espaço para desenvolvimento, a relação tende a começar de maneira mais consistente.
Depois de passar pela experiência inicial, o colaborador pode oferecer uma percepção que dificilmente aparece em avaliações tradicionais.
Ele consegue apontar o que facilitou sua entrada, quais informações faltaram e quais processos poderiam funcionar melhor.
O RH pode transformar essas percepções em melhorias para as próximas contratações.
Assim, o feedback deixa de beneficiar apenas uma pessoa e passa a contribuir para toda a organização.
Os 90 primeiros dias, portanto, não precisam representar apenas uma etapa de avaliação do colaborador.
Eles também podem gerar informações importantes para aprimorar processos, preparar lideranças e melhorar a experiência de futuros profissionais.
Os primeiros 90 dias dizem muito sobre quem está chegando, mas também revelam muito sobre quem já está dentro da empresa.
As dúvidas, dificuldades e percepções de um novo colaborador podem mostrar problemas que a rotina acabou escondendo.
Por isso, acompanhar esse período com atenção permite que o RH enxergue oportunidades de melhoria em processos, liderança, comunicação e experiência do colaborador.
No fim, uma boa experiência de entrada não depende apenas de preparar quem chega.
Também depende de a empresa estar disposta a aprender com aquilo que essa pessoa encontra pelo caminho.
Conte com a Vixting.

Por Giovanna Gomes
Por Giovanna Gomes
Por Giovanna Gomes