Reskilling: treinar custa menos que contratar

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Com a mudança significativa do mercado de trabalho nos últimos anos, as empresas têm buscado soluções mais estratégicas para lidar com a falta de profissionais qualificados. Nesse cenário, o reskilling tem se destacado como uma das práticas mais eficientes. 

Afinal, embora contratar novos talentos pareça a solução mais rápida, treinar quem já faz parte da organização muitas vezes gera economia, retenção e mais competitividade.

O que é reskilling e por que ele importa tanto

O reskilling nada mais é do que capacitar colaboradores para assumir novas funções ou executar tarefas diferentes daquelas que já realizavam. Assim, a empresa aproveita o conhecimento institucional que o funcionário já possui, e consegue realocar talentos internos em vez de iniciar um processo seletivo do zero.

Essa estratégia se torna ainda mais relevante devido às rápidas transformações tecnológicas. A cada ano, surgem novas habilidades necessárias, e nem sempre o mercado tem profissionais imediatamente prontos para atender a essa demanda. 

Dessa forma, desenvolver quem já está na empresa acaba sendo uma resposta mais rápida e estruturada, e você economiza duplamente: no custo de contratação e no custo de turnover.

E além da economia, ele promove um ambiente de desenvolvimento contínuo. Isso acontece porque, ao investir nas pessoas, a empresa envia uma mensagem clara: “Você é importante aqui”, assim, a cultura se torna mais sólida e atrativa.

Treinar é mais barato do que contratar

Embora muitos gestores imaginem que investir em capacitação pode ser caro, a realidade costuma ser diferente. Quando analisamos todos os custos envolvidos em contratar alguém, desde divulgação de vagas até integração, percebemos que o reskilling pode ser muito mais vantajoso.

Custos de recrutamento são altos

Para começar, um processo seletivo envolve diversas etapas, como triagem, entrevistas, testes e acompanhamento. Além disso, ele costuma exigir o apoio de consultorias ou plataformas de recrutamento, o que aumenta ainda mais o investimento. Com o reskilling, esses custos praticamente desaparecem.

A adaptação dos colaboradores treinados é muito mais rápida

Depois que um profissional é contratado, ele precisa passar por um período de integração. Durante esse tempo, a produtividade tende a ser menor. Por outro lado, colaboradores que já conhecem a cultura, os processos e as ferramentas da empresa se adaptam com muito mais facilidade. 

O turnover diminui significativamente

Outro ponto essencial é que oferecer oportunidades de aprendizado e crescimento aumenta o engajamento. Assim, o turnover tende a cair, reduzindo gastos com demissões e novas contratações, e a empresa economiza tanto no curto quanto no longo prazo.

A produtividade aumenta de forma consistente

Ao mesmo tempo em que economiza, a organização fortalece sua capacidade produtiva, afinal, colaboradores mais capacitados conseguem realizar tarefas com mais autonomia e precisão. Dessa forma, o reskilling se torna uma estratégia dupla: redução de custos e aumento de performance.

Como implementar o reskilling de forma estratégica

Para colocar essa prática em ação, basta seguir alguns passos essenciais:

1. Mapear habilidades internas

Antes de tudo, é fundamental entender quais competências os colaboradores já possuem e quais precisam ser desenvolvidas.

2. Identificar as demandas futuras

Em seguida, a empresa precisa analisar tendências do setor e prever as habilidades que serão necessárias nos próximos meses ou anos.

3. Criar trilhas de aprendizado

Depois disso, é possível organizar treinamentos, mentorias e conteúdos direcionados para preparar profissionais de forma estruturada.

4. Medir resultados continuamente

Por fim, procure acompanhar regularmente os indicadores como produtividade, adaptação, turnover e satisfação para garantir que o reskilling esteja trazendo os retornos esperados.

Reskilling é economia e estratégia

Como podemos perceber, treinar colaboradores pode, sim, sair mais barato do que contratar novos profissionais, além de melhorar a produtividade, fortalecer a cultura organizacional e preparar a empresa para o futuro. 

Portanto, essa prática deixa de ser uma tendência e passa a ser uma necessidade estratégica para negócios que desejam se manter competitivos em um cenário cada vez mais dinâmico.

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